Manaus/AM: o fenômeno Encontro das Águas
- Leci Rech

- 25 de jan.
- 2 min de leitura
Impossível estar em Manaus e não fazer um passeio para ver de perto a Amazônia: sua cultura e sua natureza exuberante. Optamos pelo tour Safari Amazônico com a empresa Olímpio Carneiro Turismo.

O programa te leva a um dia de descobertas e de novos conhecimentos como assistir rituais indígenas, se juntar nas águas com o boto cor-de-rosa e acompanhar a trajetória de dois rios que correm paralelos e não se misturam.

Estou falando do Encontro das Águas. O Rio Negro de águas escuras e mais quente, vindo da Colômbia, corre ao lado do Rio Solimões de águas mais frias e cor de barro. Este nasce no Peru na Cordilheira dos Andes. Eles não se misturam, um fenômeno que ocorre por inúmeras razões.

Fatores que impedem a mistura das águas dos rios Negro com o Solimões:
a diferença de temperatura, a densidade, velocidade e a composição química.
Este fenômeno ocorre por seis quilômetros. Depois os dois rios se unem para formar o Rio Amazonas.

Fez parte do passeio a visita a uma comunidade indígena, quando fomos recebidos pelo bicho-preguiça, um mamífero de garras longas e corpo adaptado para viver pendurado de cabeça para baixo.
A espécie é famosa pela lentidão, entretanto esses animais são bons nadadores, rápidos o suficiente para escaparem de perigos.
Outra presença linda e muito colorida foi a da arara, uma ave típica dessa região e que pode viver 50 anos.
Também encantou a todos o alegre boto cor-de-rosa que não se incomoda com a presença de humanos nas águas do rio, onde busca alimento.

O boto cor-de-rosa é a maior espécie de golfinho de água doce do mundo. Infelizmente está ameaçado de extinção. Contribuem para isso a pesca ilegal e a contaminação dos rios pelo mercúrio da mineração, entre outros poluentes.
Dentro do programa está a visita a uma comunidade indígena. Conhecemos a Tribo Tuyuka que vive na região do Alto Rio Negro a cerca de 25 quilômetros de Manaus via fluvial. Eles são considerados um povo guardião da Floresta Amazônica. Além de conhecer um pouco dos seus rituais e costumes, se teve acesso ao artesanato.
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