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Barcelona: o Modernismo Catalão nas mãos do mestre

  • Foto do escritor: Leci Rech
    Leci Rech
  • 4 de ago. de 2024
  • 4 min de leitura

Atualizado: 15 de set. de 2024

Imperdível é o passeio para conhecer as casas modernistas na Passeig de Gràcia no bairro Eixample (extensão). Ali você vai encontrar duas casas de Antoni Gaudí e outras de arquitetos também modernistas. O destaque é para a Quadra da Discórdia que recebeu vários nomes entre eles Illa de la Discòrdia.

Estão nesse quarteirão três casas remodeladas na mesma época por grandes arquitetos: Batlló, Amatller e Lleó Morera. Menos conhecidas são as casas: Ramon Mullleras de Enric Sagnier no nº 37 e Casa Josefina Bonet no nº 39 de Marcel-lià Coquillat.  


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Passeig de Gràcia é a via principal do bairro. Não deixe de caminhar por ela. Calçadas amplas, rua espaçosa e elegante que acolhe joias preciosas da arquitetura catalã.


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As casas na Illa de la Discòrdia são bem diferentes, entretanto todas demonstram ostentação da época entre famílias ricas. Os estilos arquitetônicos distintos das casas gerou antagonismo. Os arquitetos disputaram prêmios urbanísticos, promovidos pela Prefeitura de Barcelona. Em 1900, o modernismo fervilhava com a burguesia em ascensão.


Casa Batlló
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A Casa Batlló foi construída na década de 1870 por Emilio Sala Cortés, um professor do arquiteto Gaudí. Mais tarde pertenceu a Josep Batlló y Casanovas, um rico aristocrata e industrial do setor têxtil. Ele entregou a casa a Gaudí para que fosse remodelada. Com liberdade para criar, o arquiteto se entregou ao modernismo catalão e começou a trabalhar em 1904.


O resultado foi uma obra prima com muitas curvas, que nos remetem as ondas do mar e criam a sensação de movimento. Um trabalho com total ausência de linhas retas.  



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Para a fachada, Gaudí fez muitas misturas, buscando inspiração em ossos, crânios, máscaras e vida marinha. As cores são dos corais naturais e os fragmentos de cerâmica com vidros quebrados resultaram em um mosaico de cores (técnica trencadís criada por Gaudí sem preocupação do acabamento perfeito).

No primeiro andar, pilares em forma de ossos dão a sustentação.  Subindo estão os balcões com aparência de máscaras, ou mesmo em formato de caveiras. Elas simbolizam as vítimas do dragão. A disposição das varandas permite a entrada de luz natural que ilumina cada peça da casa.



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No alto, a inspiração de Gaudí nos leva até o dragão. O telhado é curvo como as costas de um animal com muitas escamas. Ao lado, uma cruz catalã simboliza a espada de São Jorge, o padroeiro da Catalunha, que matou o dragão. Essa interpretação explica o motivo do monumento se tornar conhecido como a Casa del Dragón.


Também é chamada de Casa de las Máscaras e Casa de los Huesos. Hoje, a Casa Batlló é o cartão postal de Barcelona e Patrimônio da Humanidade pela Unesco desde 2005.


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O apelido do quarteirão de "Manzana de la Discordia" veio da mitologia grega. A rivalidade entre os arquitetos pelo título da casa mais bela remete ao episódio em que deusas gregas disputam a beleza. Manzana quer dizer maçã, mas pode ser também quarteirão em espanhol.



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A Casa Batlló é número 43 da Passeig de Gràcia.  Para chegar de metrô é Linha Verde, L2, L3 e L4 -  estação Passeig de Gràcia. Pode ser visitada das 9 às 20 horas, a confirmar, de segunda-feira a domingo.


Ingressos para visitar a casa devem ser comprados com antecedência. As filas são grandes e constantes. São vendidos diferentes ingressos. Custam a partir de 35 euros. A duração do passeio é de 1h30 a duas horas para percorrer os cinco andares. Não conseguimos entrar.       







Casa Amatler

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Ao lado da Casa Batlló, geminada, está a Casa Amatler que faz parte do Quarteirão da Discórdia. É o número 41 na Passeig de Gràcia. Ela foi inspirada em palácios góticos, além de receber influência das casas de Amsterdam / Holanda como, por exemplo, o telhado de duas águas em degraus. O trabalho é do arquiteto modernista Josep Puig i Cadafalch. Ele foi contratado para reformar a casa pelo industrial do chocolate Antonio Amatler em 1898.



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A Casa Amatler foi construída em 1875 como edifício de apartamentos. Reformada, foi a primeira casa do bloco da Quadra da Discórdia e se tornou um importante monumento do movimento modernista catalão.


Ela foi decorada com azulejos vitrificados. Na fachada foi usada a técnica do esgrafito que mostra a camada inferior, permitindo criar desenhos sobre a superfície. Confirmar horários: de segunda a sábado  das 11 às 18 horas e domingo das 10 às 20 horas.




Casa Lleó Morera

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Na esquina no número 35 está a terceira casa da Quadra da Discórdia. A Casa Lleó Morera também foi reformada. Sua construção é de 1864. Foi o arquiteto Lluís Domènech i Montaner que transformou a casa da família Lleó Morera em 1902. Um grupo de artistas e artesãos trabalhou na reforma, entre eles, o escultor Antoni Juyol i Bach que fez as esculturas da fachada. O prédio destaca-se pela cúpula e varanda de planta circular.



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A Casa Rocamora como era chamada originalmente, foi inaugurada em 1905, entretanto novas reformas se sucederam. O prédio, durante a Guerra Civil Espanhola entre republicanos e nacionalistas, ficou bastante danificado. Várias partes da Casa Lleó Morera foram atingidas, especialmente a cúpula que foi alvo de metralhadoras. O pavilhão no topo do edifício teve que ser reconstruído.


Hoje, a Casa Lléo Morera, considerada um exemplo do modernismo catalão e é Patrimônio Mundial pela Unesco.  




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