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Cabedelo/PB: o marco zero da Transamazônica

  • Foto do escritor: Leci Rech
    Leci Rech
  • 22 de jun.
  • 4 min de leitura

O passeio a Cabedelo foi muito interessante. Está próximo de João Pessoa, em aproximadamente 20 minutos chegamos ao município.

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A primeira parada foi no Dique de Cabedelo, local onde o mar do Oceano Atlântico encontra o Rio Paraíba. É também conhecido por Quebra-Mar e se tornou ponto turístico pelo encontro das águas. Fica na Augusto Chericate, nº 255-493 Vila São João.

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O dique tem 400 metros de extensão. Faz parte da infraestrutura portuária. Estava em obras e não conseguimos chegar no píer.


Forte de Santa Catarina do Cabedelo
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O Forte de Santa Catarina é um testemunho das lutas contra os holandeses que invadiram o Nordeste durante o Brasil Colônia. O Forte dos Matos, como era chamado, é de 1586, época em que foi guarnecido por 220 homens. O Brasil era colônia de Portugal e vivia sob o domínio da Dinastia Filipina durante o reinado de Filipe I. 



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O forte tem uma história de vários ataques inimigos e muitas reconstruções. Em 1591, ainda com uma estrutura primitiva, teve sua construção em taipa arrasada em um ataque de corsários franceses e indígenas. No ano seguinte, foi reconstruído em alvenaria de pedra e cal. Em 1597, concluído, o forte foi atacado por uma esquadra de 13 navios franceses com 350 homens. Erguido novamente em 1618, o forte enfrentou um novo ataque holandês. A invasão e o domínio duraram 24 anos (1630-1654).



Foto: A. Linus Rech
Foto: A. Linus Rech

A planta inicial, feita pelo sargento-mor Pedro Correia Rebello, foi mais tarde ampliada pelo engenheiro Luiz Francisco Pimentel. O formato é de um polígono irregular com vértices e bastiões (estruturas angulares que se projetam da muralha para proteção e permitir o fogo cruzado). As fortificações militares seguiam o estilo Vauban, caracterizado por construções em forma de estrela.


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A entrada principal do forte é constituída por uma portada em arco pleno e colunas de pedra regular. Esta fachada é um dos testemunhos arqueológicos que levou o forte a entrar para a lista de museus do IBRAM – Instituto Brasileiro de Museus.  


Em 1709, a estrutura já contava com a casa do governador, casa do comandante, casa de pólvora, quarteis para a tropa e a capela de Santa Catarina.


Quando administrado pelo governo do estado, o forte passou por restauro (1974-1978) de acordo com a planta, quando suas arcadas foram valorizadas. A sequência de arcos é sustentada por colunas em estilo dórico. Em 1992, passou para as mãos da Fundação Fortaleza Santa Catarina.


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Em 1817 durante a Revolução Pernambucana, o forte foi utilizado como presídio político. Em 1938 foi tombado pelo IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.


Vale uma visita ao museu do forte. Uma sequência de bandeiras mostra os diferentes modelos que já tivemos, desde a Bandeira do Principado do Brasil, a primeira criada para o nosso país, passando pela Bandeira Imperial, até a atual Bandeira Nacional.


Rodovia Transamazônica
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Próximo do Forte de Santa Catarina está localizado o marco zero da Rodovia Transamazônica (BR 230).

Com 4.260 kms de extensão, é uma das rodovias mais longas do Brasil. Foi um projeto do governo militar, na década de 1970, para fazer a integração da região amazônica com o resto do país. 



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A Rodovia Transamazônica, inaugurada em 1972, atravessa o país de leste a oeste, ligando o município de Cabedelo/Paraíba a Lábrea no Amazonas. Além da Paraíba a rodovia corta os estados do Ceará, Maranhão, Tocantins, Pará e Amazonas.


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Percorremos parte da Transamazônica no estado da Paraíba, toda pavimentada e em bom estado de conservação, o que não ocorre em toda a sua extensão. A BR 230 enfrenta problemas de manutenção e construção dos trechos não pavimentados.


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O marco zero da Rodovia Transamazônica fica junto da Praça do Marinheiro – um espaço cultural que presta homenagem aos escritores Augusto dos Anjos, poeta nascido na Paraíba e Monteiro Lobato, paulista de Taubaté/São Paulo.


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No entorno da praça está o Porto de Cabedelo da Marinha do Brasil que opera com um canal de 11 metros de profundidade, o que permite ao porto receber navios de até 55 mil toneladas de carga.


Igreja Sagrado Coração de Jesus
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Em frente ao Porto de Cabedelo está a Igreja Sagrado Coração de Jesus. A história da paróquia tem datas controvertidas. O que se tem, é o ano de 1951 como data de fundação. Outros dados indicam 1560 como sendo o ano da primeira construção de uma capela feita com taipa.


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O estilo eclético foi efetivado pela reforma de 1978, quando foram combinados diferentes estilos arquitetônicos. A igreja já teve características do Maneirismo italiano e elementos da arquitetura toscana como as fachadas em tons terrosos, janelas amplas e arcos, assim como o uso de madeira.   


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O frontão da igreja era arrematado por três imagens. Permanece no centro a do Sagrado Coração de Jesus, padroeiro da cidade e as outras duas imagens foram substituídas por torres e pináculos (estruturas pontiagudas).


As pilastras encaixadas na parede têm capiteis da ordem dórica. Acima, o arremate superior foi bastante trabalhado e ganhou beleza com a colocação de um friso com pequenos pilares.



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