New York: a cidade que nunca dorme
- Leci Rech
- 4 de jul. de 2021
- 3 min de leitura

Quando se fala em New York os olhos dos compradores compulsivos e gastadores brilham. Eu sonhava com algumas comprinhas, mas tinha um foco: conhecer um teatro da Broadway e assistir a um espetáculo musical. Realizei meu sonho assistindo “O Fantasma da Ópera” do qual falarei mais pra frente.

Circular pela Times Square era outro sonho, afinal é a avenida mais famosa de New York, entre a Broadway e a Sétima Avenida.

A cidade conta com cinco distritos, entre eles Manhattan, onde estão os principais centros comerciais. Para circular é preciso entender um pouco. As ruas cortam Manhattan na forma horizontal e as avenidas cortam verticalmente.
Bom saber também que a área acima da 59 th Street é chamada de uptown. Entre 14th St e 59th St está a área Midtown e abaixo de 14th Street é downtown. Nós ficamos hospedados na 49th St muito próxima da Times Square e na área dos teatros.

Um dos pontos de interesse turístico após os atentados de 11 de setembro nos EEUU é o Memorial em homenagem as vítimas dos ataques as torres gêmeas no WTC em 2001. Nesse local há um espaço quadrado como se fosse uma piscina. A sensação é de vazio. Ao redor do monumento, inaugurado em 2011, estão gravados os nomes das pessoas que morreram (quase três mil).

Ao lado do memorial o novo arranha céu One World Trade Center, conhecido como Torre da Liberdade, agora é o principal edifício do complexo WTC no centro financeiro. Tem 104 andares e 541m de altura. Conta com escritórios, restaurantes e deck de observação. O prédio em vidro e concreto armado é um projeto dos arquitetos Daniel Libeskind e David Childs.
Estação WTC
A Estação Path do WTC, junto ao Memorial, impressiona. A arquitetura futurista de Santiago Calatrava sugere uma ave branca abrindo as asas para voar. A estação inaugurada em 2016 faz a ligação de trens com as linhas de metrô. A estação original é de 1909 e era chamada de Terminal Hudson, foi demolida para dar lugar a outra.
O interior é tão deslumbrante quanto o lado de fora. O salão tem forma oval e é chamado de Oculus. É tudo muito grande, circula-se entre lojas, restaurante e o shopping Westfield.

Charging Bull

Saindo do Memorial, distrito financeiro de Manhattan, no Bowling Green - um parque público, encontramos uma multidão que procurava tocar em um touro. A atração turística é uma escultura em bronze de 1989, feita pelo artista plástico italiano Arturo Di Modica. O monumento que já esteve em frente a Bolsa de Valores de New York pesa 3,5 toneladas, 3,4m de altura e 4,9m de comprimento. O touro é símbolo de força e poder e está em posição de ataque, simbolizando o mercado financeiro poderoso de NY. Diz a lenda que passar a mão no touro traz sorte e dinheiro.
Rockefeller Center

Vale a visita. É um complexo com 19 edifícios comerciais, localizado entre as ruas 48 e 51. É como se fosse uma cidade dentro da cidade. Não subi, mas dizem vale a pena chegar até o observatório para ter uma vista de New York. São 70 andares. Foi construído em 1939, de acordo com projeto de Raymond Hood, onde pode-se ver uma arquitetura moderna e Art Déco.

No pátio, as bandeiras em torno representam os países membros da ONU – Organização das Nações Unidas, além de estados e territórios dos Estados Unidos.

Chama atenção a escultura dourada, exposta na fonte de água da Lower Plaza. A estátua criada pelo americano Paul Manship mostra Prometheus, trazendo o fogo para a humanidade.
Segundo a mitologia grega ele era filho de Titã e roubou o fogo de Zeus para salvar os homens da extinção.
Catedral de St. Patrick
Em meio a tantas modernidades uma Catedral chama atenção de quem passa na 5th Ave. Entre as ruas 50th e 51th e próximo do Rockefeller Center, você vai encontrar esse templo católico em estilo neogótico e arquitetura gótica inglesa.


Com capacidade para três mil pessoas, a catedral projetada pelo arquiteto James Jr. Renwick tem 100m de altura e foi construída em mármore branco. O início da construção, em 1858, não seguiu adiante em consequência da Guerra Civil. Com atraso nas obras só foi inaugurada em 1879. Vale a pena entrar para ver o órgão, os vitrais coloridos e uma escultura inspirada na Pietà de Michelangelo.
Próximo post: Central Park e Museu de Cera Madame Tussaud
Comentários