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PR/Lapa: uma cidade que nasceu do tropeirismo

  • Foto do escritor: Leci Rech
    Leci Rech
  • 9 de ago.
  • 3 min de leitura

Atualizado: há 5 dias

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A cidade da Lapa no estado do Paraná despertou meu interesse por ser uma cidade histórica, especialmente pelo Cerco da Lapa que vamos abordar mais pra frente.


Outra curiosidade é que o município se constituiu através da herança cultural deixada pelo tropeirismo - uma colonização que se formou a partir do ponto de descanso das tropas.


Em um bate volta pela rodovia BR-476, num percurso de 70 quilômetros de Curitiba, chegamos na Lapa. Foi um dia cheio com muitas histórias e enriquecimento cultural.



Monumento ao Tropeiro

Na entrada da cidade, no trevo de acesso, este painel representa a história do tropeirismo que deu origem ao município no século XVIII. O artista plástico retrata os tropeiros que passavam por ali, faziam pouso e seguiam com as tropas para São Paulo e Rio de Janeiro. Este é um dos símbolos da Lapa.

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O mural, em mosaico de azulejos, inaugurado em 1965, é um trabalho do artista curitibano Napoleon Potyguara Lazarotto (Poty). A execução é de Franco Giglio. O Monumento ao Tropeiro foi tombado em 2013 e declarado Patrimônio Cultural do Estado.


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Ainda na entrada da cidade, próximo ao centro histórico, um canhão é testemunho do conflito entre federalistas (maragatos) e republicanos (pica-paus) em 1894, durante a Revolução Federalista. Os combates foram intensos durante 26 dias, quando morreram 500 pessoas. Esse canhão é original, um krupp 75mm usado no Cerco da Lapa.


Panteon dos Heroes

O Panteão dos Heróis é um monumento onde estão os restos mortais dos combatentes republicanos que lutaram no Cerco da Lapa em 1894.


Foto: A. Linus Rech
Foto: A. Linus Rech

O prédio foi inaugurado em 1944, no cinquentenário do conflito entre o grupo dos republicanos e federalistas (maragatos). Identificados pelo uso do lenço vermelho, os maragatos eram um grupo político militar do RGSul que defendia maior autonomia para os estados e eram contra a centralização do governo. Eles queriam passar pela Lapa para acabar com qualquer foco de resistência e seguir para o Rio de Janeiro.


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No saguão de entrada do Panteon está o busto do General Antônio Ernesto Gomes Carneiro, militar morto em combate. Ele comandava os republicanos (pica-paus) que defendiam um governo centralizado. Os defensores da Lapa resistiram e lutaram bravamente, enfrentando três mil soldados do inimigo. A Revolução Federalista foi um dos mais importantes levantes contra o governo.  



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Os canhões são peças originais que foram usadas durante os combates. A cidade foi sitiada pelas tropas federalistas. Os republicanos perderam por falta de munição e comida. O Panteão estava em reforma, quando visitamos a cidade (junho 2025). O monumento fica em frente a Casa Lacerda e ao lado do Museu da Memória.         

                                                                                                                                                              

Casa Lacerda

Esta casa foi sede do comando da Brigada nos 26 dias de Cerco da Lapa em 1894. Era o quartel general dos Legalistas.


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Aqui, nasceu o Cel. Joaquim de Rezende Correia de Lacerda, comandante da 2ª Brigada durante a resistência da Lapa em defesa da República.

A Casa Lacerda foi construída entre 1842 e 1845 com arquitetura luso-brasileira. Em 1938, foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN.



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Nesta sala, eram tomadas decisões de combate contra os revoltosos e foi também aqui, em fevereiro de 1894, assinada a Carta de Capitulação. A rendição da cidade no episódio do Cerco da Lapa foi negociada pelo Cel. Joaquim Lacerda que assumiu o comando da resistência após a morte de Gomes Carneiro.



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A Casa Lacerda foi transformada em um museu-casa, único museu federal da Lapa. Permanece com o mobiliário original, pertencente a família. Neste piano inglês Joaquim Lacerda executava peças clássicas. A entrada é gratuita, de terça a domingo das 9h às 12h e das 13h às 17 horas. Fica na Rua XV de Novembro, 67 - Centro Histórico.


Igreja Matriz de Santo Antônio
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A Paroquia da Lapa está ligada a fundação da cidade em 1769. A região, ponto de parada dos tropeiros, fator fundamental para o desenvolvimento, teve a sua igreja concluída em 1784. No início, a técnica utilizada na construção foi “taipa e pilão” (terra úmida compactada entre formas de madeira). Mais tarde, tijolos cerâmicos foram incorporados na alvenaria. O trabalho teve a participação de escravos.



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Com uma arquitetura luso-brasileira a igreja segue o estilo colonial. Com planta retangular, é coberta por telhado de duas águas na nave e capela-mor. Na fachada tem três janelas em guilhotina, divididas em quadrículos. O frontão é vazado por um óculo e o desenho curvilíneo segue o estilo barroco.


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O interior da igreja de Santo Antônio guarda um acervo sacro dos  séculos XVIII e XIX. Foi tombada pelo IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1938. Foi dedicada a Santo Antônio que é padroeiro da cidade.


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