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RJ: as riquezas da biodiversidade na Floresta da Tijuca

  • Foto do escritor: Leci Rech
    Leci Rech
  • 17 de fev.
  • 2 min de leitura

Este é um passeio que vale a pena para quem está no Rio de Janeiro. Bem no coração da cidade está o Parque Nacional da Tijuca, que comporta vários pontos turísticos, como o Cristo Redentor, a Pedra da Gávea e Vista Chinesa.



Com 4.200 hectares a Floresta da Tijuca foi criada em 1861. O cultivo de cana de açúcar e a plantação de café causaram desmatamento na área e por muito pouco não foi devastada. Entretanto por ordem do Imperador Dom Pedro II, em 1862,  o espaço começou a receber plantas nativas para o reflorestamento.


Mais de 100 mil árvores foram plantadas durante 13 anos e a Floresta da Tijuca se tornou uma das maiores florestas urbanas replantadas do mundo com suas 1600 espécies vegetais e animais.


Jaca: uma espécie exótica

Além das suas plantas nativas, a Floresta da Tijuca está cheia de jaqueiras com frutos pendurados.


É a jaca, originária da Índia que foi trazida pelos portugueses para o Brasil. Ela foi considerada uma espécie exótica invasora, entretanto a planta se adaptou ao nosso clima e se espalhou.


Internacionalmente a jaca é uma fruta supervalorizada.



A jaqueira é de grande porte e pode chegar a 25 metros. Suas flores podem ser masculinas e femininas, mas os frutos têm origem nas flores femininas.


Uma árvore produz em média 200 frutos por ano e podem pesar de 15 a 40 quilos.


Além de comestível a jaca tem outras utilidades: sua semente pode ser transformada em farinha para bolos, entre outras iguarias.


A colheita é feita entre os meses de outubro e dezembro.


A madeira da jaqueira também é utilizada, especialmente no sul da Bahia onde a árvore proliferou em grande quantidade.

Por ter alta resistência e durabilidade, a jaqueira além de ser resistente a fungos e cupins, tem sua madeira utilizada na construção de portas, janelas, móveis e até mesmo em instrumentos musicais.


Mesa do Imperador

Você vai encontrar também na Floresta da Tijuca a mesa de pedra que o Imperador Dom Pedro II usava quando fazia seus passeios na floresta. Ele gostava muito de piqueniques.


A Mesa do Imperador fica próxima da Vista Chinesa muito procurada pelo turista que quer fotos da Baia da Guanabara. O espaço do mirante é um projeto do arquiteto e paisagista Luís Rey que utilizou aqui concreto imitando bambu. A Vista Chinesa é uma construção em estilo oriental que foi inaugurada em 1903 para homenagear a cultura chinesa.



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