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RJ: último baile do Império na Ilha Fiscal

  • Foto do escritor: Leci Rech
    Leci Rech
  • há 3 dias
  • 3 min de leitura

Quando se fala em Ilha Fiscal, logo lembramos duas coisas: o Último Baile do Império, realizado seis dias antes da Proclamação da República que deixou muitas histórias e onde foi realizado esse baile. Nada mais nada menos do que em um castelo no meio da Baía de Guanabara.


Visitar o castelo da Ilha Fiscal era um sonho. Chegamos em uma escuna que sai do Espaço Cultural da Marinha na Praça XV, centro do Rio de Janeiro. O ingresso foi adquirido neste local. Pagamos 60 reais a inteira e 30 a meia entrada – o que deu direito a conhecer o Espaço Cultural que abordaremos inicialmente.



O acervo histórico da Marinha conta com armas, uniformes, maquetes, um navio de guerra, um helicóptero entre outros equipamentos que contam a história naval do Brasil.


Mas a grande estrela do Espaço Cultural é o submarino Riachuelo (S-22). Suas dimensões impressionam: 89,9 metros de comprimento, 8 metros de largura, sendo a profundidade submersa 5,48 metros.



Foi fabricado na Inglaterra por um estaleiro em Lancashire em 1973.


Dois anos depois, o submarino foi lançado ao mar e em 1977, incorporado a Marinha do Brasil. Foi desativado após 20 anos de serviço.


Hoje, é um submarino-museu, aberto ao público. É permitido bater fotos e entrar para conhecer seu interior.





Não deixa de ser uma aventura entrar em um submarino e conhecer seus estreitos compartimentos internos.

A cama impressiona, assim como o tamanho da cozinha. Ao percorrer seus corredores muito estreitos pode-se ter uma noção real da rotina da tripulação.


Seguimos do Espaço Cultural da Marinha para a Ilha Fiscal. É um trajeto de 1km, percorrido em 10 minutos em barco por mar. A ilha Fiscal é do século XIX, quando abrigou a Alfandega imperial. Era um posto de fiscalização do porto da capital. A ideia era reprimir o contrabando e diminuir custos da vigilância portuária. Também era chamado de Palacete Alfandegário da Ilha dos Ratos. A história indica que roedores deixaram a Ilha das Cobras e infestaram a Ilha Fiscal.


O castelo da Ilha Fiscal tem estilo neogótico provençal. O projeto é do engenheiro Adolfo José Del Vecchio que se inspirou na arquitetura europeia. Dom Pedro II queria que o palacete fosse um cartão de visita. Foi inaugurado em 1889, depois de oito anos de trabalhos em sua construção.  


No alto, na torre central, está um relógio alemão de quatro faces. Servia para informar a hora local aos comandantes dos navios que chegavam à Baia de Guanabara. A cor verde jade do palacete é uma homenagem à Casa Real de Bragança em Portugal.


Nossa visita se deu em um dia com encenações de atores que contam as histórias da Ilha Fiscal e do Último Baile do Império que foi realizado em 09 de novembro de 1889. O momento político não era tranquilo, mesmo assim o governo imperial organizou um grande baile na ilha em homenagem aos oficiais de um navio chileno. A festa reuniu a elite da monarquia.


Uma réplica do quadro de Francisco Figueiredo retrata o último baile do império. Planejado para receber dois mil convidados, calcula-se que o evento teve a presença de cinco mil pessoas. Um verdadeiro banquete, onde trabalharam 50 cozinheiros para refeições que levaram para a mesa 800 quilos de camarão, 500 perus, 64 faisões entre outros sabores.


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