São Miguel: A Influência Açoriana
- Leci Rech
- 22 de mar. de 2020
- 2 min de leitura
Quem está descendo para o sul, três quilômetros antes de chegar a Biguaçu e 27 km antes de Florianópolis na margem da rodovia, tem uma grata surpresa - um conjunto arquitetônico, formado pelo Aqueduto São Miguel, Museu Etnográfico Casa dos Açores e Igreja São Miguel Arcanjo. Eles são registros da história da colônia açoriana na região, tombados pelo Iphan - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional desde 1969.
A história de São Miguel começou em 1748 quando o primeiro grupo de 140 famílias de imigrantes, vindos dos Açores e Ilha da Madeira - Portugal, chegou ao local. Dois anos depois, o povoado passou à condição de freguesia de São Miguel da Terra Firme.
A Freguesia foi capital provisória de Santa Catarina de 1777 a 1778, no governo do Cel. Francisco Antônio de Veiga Cabral da Câmara, durante a tomada da Ilha de Santa Catarina pelos espanhóis. Em 1833, foi elevada à Vila e pouco tempo depois emancipada. Em 1894, torna-se distrito do Município de Biguaçu.

É um ponto turístico de fácil acesso na Rod. Gov. Mario Covas - BR 101 km 189. Quem vem do norte passa inicialmente pelo aqueduto. Foi construído no século 19 para abastecer com água potável os moradores da região, mover engenhos e atender navios que chegavam. A primeira construção foi feita em madeira, depois edificado por escravos em pedra e argamassa, com influência da arquitetura romana.
O progresso quase destruiu o aqueduto totalmente. Parte dele foi ao chão para construir a BR 101 na década de 60. O que restou do aqueduto foi comprometido novamente em 2001 e por fim reconstruído. Hoje, o que se vê está mal cuidado, necessitando de manutenção urgente.
A Igreja de São Miguel é de arquitetura açoriana e data de 1751. Ela atende a comunidade até hoje com cerimônias. O sino foi doado pelo Imperador Dom Pedro II em 1845, durante sua visita a Santa Catarina.


A Casa dos Açores de arquitetura luso-brasileira foi construída na primeira metade do século 19 pelo fazendeiro e senhor de escravos João Ramalho da Silva Pereira. Fundado em 1979, o Museu Etnográfico conta a história da região e da cultura açoriana. A visita é gratuita com horários de 3ª a domingo das 8h às 12 e das 13h às 17 horas. Tel. (48) 3243.4166.
Este é um cantinho de Santa Catarina que vale a visita. Do outro lado da BR 101 há diversos restaurantes, à beira da praia de São Miguel, que servem frutos do mar. Um deles, Restaurante Sombrero, que conheço, é famoso pelo rodízio de camarão. O local é agradável em frente ao mar com uma vista relaxante e inigualável.
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