Os 467 anos de São Paulo
- Leci Rech
- 24 de jan. de 2021
- 4 min de leitura

Em 25 de janeiro de 1554, foi rezada a primeira missa no Pateo do Collegio pela Companhia de Jesus. Assim foi fundada a cidade que recebeu este nome em homenagem ao apóstolo Paulo.
Avenida Paulista: um dos cartões postais da cidade
Fonte: Revista Escola Abril Foto: Arquivo pessoal
A Avenida Paulista foi inaugurada em 8 de dezembro de 1891 pelo engenheiro uruguaio Joaquim Eugênio de Lima. Hoje, o espaço é ocupado por empresas multinacionais, bancos, companhias aéreas e shoppings, sendo considerado o centro financeiro mais tradicional de São Paulo.
Chamada por muitos de "selva de pedra", a cidade é muito mais do que isso e até contraria essa imagem pela quantidade de parques públicos.
Horto Florestal
Neste aniversário de São Paulo, escolhi abordar locais de preservação ambiental porque esta é uma preocupação mundial. São passeios ao ar livre que nos distancia daquele ambiente tomado pela floresta de concreto.

A cerca de 15 quilômetros do centro da capital paulista está o Parque Estadual Alberto Lofgren que é mais conhecido como Horto Florestal. São 187 hectares, sendo 35 reservados a visitação pública.

O parque oferece ao visitante ar puro e paz espiritual que combina perfeitamente à grande riqueza do local em biodiversidade: espécies exóticas, eucaliptos e até mesmo a nativa pau brasil.
O parque foi criado, em 1896, pelo sueco, botânico e naturalista, Alberto Lofgren. Vivem ali muito animais que, com alguma sorte, podem ser vistos. São tucanos, esquilos, macaco prego e garças. Foi tombado como Patrimônio Natural da Humanidade em 1983.

Além da natureza, você vai encontrar o marco do Trópico de Capricórnio que passa pelo parque. A linha geográfica imaginária está localizada abaixo da Linha do Equador e divide a zona tropical da zona temperada no hemisfério sul do planeta. O Trópico de Capricórnio é um dos cinco círculos de latitude que marcam os mapas da terra.

Entre trilhas e espaços com muito verde encontramos um santuário com a imagem do protetor das florestas, São João Gualberto.
O santo da Igreja Católica foi um religioso italiano, monge da Ordem dos Beneditinos, que nasceu em Florença, Itália.

Vale a pena conhecer dentro do parque o Palácio do Horto – residência oficial de verão do governo do Estado de São Paulo.

Em estilo eclético entre o neocolonial e o campestre inglês, o prédio foi construído na década de 1930. Lembra o estilo das casas de campo inglesas. O Palácio tem 19 cômodos, sendo oito quartos, seis banheiros, terraços e jardins. Praticamente não é usado pelos governos atuais e parte do prédio está aberto ao público com exposição de mobiliário.

O Horto também guarda o Museu Florestal Octávio Vecchi também chamado de Museu da Madeira, inaugurado em 1931. O nome do museu é uma homenagem ao cientista e pesquisador que idealizou o espaço. O acervo conta com peças de marcenaria, marchetaria e xilografia. Não conseguimos conhecer porque estava em reforma na época.
O Horto Florestal está aberto diariamente das 6 às 18 horas. Entrada gratuita. Fica na Rua do Horto, 931, Bairro Mandaqui, zona norte da capital paulista.
Pico do Jaraguá
Outra área de preservação ambiental que vale o passeio é o Pico do Jaraguá. É o ponto mais alto da cidade de São Paulo com 1.135 metros e atração do Parque Estadual do Jaraguá.

Segundo dados históricos, a Prefeitura transformou o Pico em ponto turístico em 1946. Enquanto que o Parque Estadual foi criado somente em 1961. Lá do alto, se tem uma visão de 360 graus da cidade, especialmente a zona oeste da capital.

No passado, os índios dominavam a região, mas a descoberta de ouro, por volta de 1580, pelo bandeirante e caçador de índios Afonso Sardinha mudou a situação.
O ouro do Jaraguá foi explorado até o século 19. Hoje, o Parque Estadual é tombado pela Condephaat e pela Unesco como Patrimônio da Humanidade, passando a Reserva da Biosfera por pertencer ao Cinturão Verde de São Paulo, uma das sete reservas do Brasil.

O Parque do Jaraguá tem muitas trilhas: Trilha do Silêncio, do Lago, da Bica, do Pai Zé, mas nem todas levam ao Pico. A caminhada é agradável, com espaços demarcados e escadarias que chegam junto das torres com suas antenas. Encontram-se aí espécies nativas e exóticas.

Vive no parque uma grande variedade de aves, que, com um pouco de sorte, você poderá ver tucanos e pássaros exóticos. Também compõe a fauna espécies como macaco-prego, saguis e um quati. Este último é um mamífero carnívoro chamado de quati-de-cauda-anelada ou ainda por seu nome popular: tamanduá-palito.

Outro habitante do parque é a Kika, sagui-do-tufo-branco que vive com outros 15 membros da sua família. Eles têm hábitos diurnos e chegam aos 17 anos aproximadamente. O mais curioso dessa espécie é que o macho ajuda a fêmea na hora do parto, cortando o cordão umbilical, limpando o recém-nascido e o local, além de criar o filhote.
O parque tem infraestrutura, com posto de informações, banheiros e lanchonetes. É recomendável roupas e calçados confortáveis para realizar o passeio, água, lanche, protetor solar e repelente, principalmente os alérgicos. O Parque Estadual está aberto de 3ª feira a domingo das 8h às 16 horas. A Estrada Turística é o principal acesso para chegar ao Pico do Jaraguá, nº 3988, a oeste da Serra Cantareira.
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