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UYUNI/BO: as atrações inigualáveis em um deserto salgado

  • Foto do escritor: Leci Rech
    Leci Rech
  • 17 de dez. de 2023
  • 3 min de leitura
Salar de Uyuni

Foram necessários milhares de anos para que a Cordilheira dos Andes se formasse e nesse processo envolvesse parte do oceano que se transformou em um grande lago.


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Devido às altas temperaturas e a evaporação da água, esse lago secou, surgindo um imenso mar de sal. Estima-se que tenha 10 bilhões de toneladas de sal. O Salar de Uyuni  foi eleito símbolo turístico da Bolívia.



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O que sobrou desse lago pré-histórico, chamado Michin, foi um deserto de sal, o maior do mundo. São 11 mil km² de área muito branca de sal na Cordilheira dos Andes, que modificou a paisagem a 3.656m acima do nível do mar. São camadas de sal de cinco a 70 cm de espessura.


Estudos indicam que o Salar tem a maior concentração de lítio do mundo (70% das reservas), além de boro, magnésio e potássio.



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O Salar de Uyuni está a 540 km da capital La Paz. A viagem em avião até a cidade de Uyuni são de 40 minutos, depois mais 30 km até o Salar. É um local muito frio. A temperatura média é de -6º C, sendo 1ºC no verão e -12ºC no inverno. A melhor época para conhecer é a partir de março.


O Salar de Uyuni é também conhecido como Salar de Tunupa. Os moradores locais acreditam na lenda indígena dos aymaras que deram o nome Tunupa a uma montanha da região. Tunupa é uma divindade.


Monumento Dakar
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Este é o cartão postal do Salar de Uyuni na Bolívia. O monumento feito de sal marca a edição do Rally Dakar de 2016 que passou pelo Salar de Uyuni. O Rally Dakar, a mais longa prova de rali do mundo, iniciou em 1978 de Paris até Dakar/Senegal. Por falta de segurança, a competição foi realizada na América do Sul de 2009 a 2019. 


Praça das Bandeiras

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Próximo ao monumento Dakar está a Praça das Bandeiras que reúne bandeiras de vários países e de clubes de futebol, essas últimas deixadas por turistas.


Hotel de Sal Playa Blanca

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Junto à praça das bandeiras está o primeiro hotel de sal dentro do Salar de Uyuni, hoje desativado. Entretanto se tornou local de parada dos viajantes e serve como refeitório. O Hotel de Sal Playa Blanca foi construído, em 1993, com blocos de sal que substituíram tijolos. Agora como museu, guarda mesas, bancos e esculturas de sal. Os turistas deixam suas marcas na vidraça da janela que já está tomada de adesivos.


Cemitério de Trens

Uma grande área com sucatas de locomotivas abandonadas chama atenção do turista e se tornou atração em Uyuni. São mais de 100 vagões que estão ali, sofrendo a ação do sal e do clima.

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Era final do século XIX, quando um trem parou pela primeira vez no Salar. A partir daí os trens cruzavam por ali carregados de minerais. A primeira linha com 612 km foi a ferrovia Uyuni-Antofagasta, cidade próspera e importante porto da Bolívia, na costa do Pacífico.


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A Grã-Bretanha forneceu os vagões, assim como foi responsável pelo projeto da ferrovia. Os vagões transportavam estanho, ouro e prata. A dez quilômetros de Uyuni estavam as minas de prata de Pulacayo, a mais famosa da Bolívia. As minas eram exploradas pela Companhia de Mineração Huanchaca.



Com a Guerra do Pacífico, um conflito entre Chile, Bolívia e Perú, que iniciou em 1879 pela disputa de território e extração de salitre, a Bolívia perdeu seu acesso ao Oceano Pacífico.


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Um tratado de paz foi assinado somente em 1904. Vencida a guerra do salitre pelos chilenos, o governo boliviano reconheceu a posse de Antofagasta ao Chile que anexou territórios e passou a controlar as regiões ricas em recursos minerais. Com a escassez de minérios os trens foram abandonados no deserto.  


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